Não se engane: seu website é seu funcionário mais valioso - Abradi

Não se engane: seu website é seu funcionário mais valioso

21 de novembro de 2025

Em 23 anos de experiência no mercado web, a estrategista digital Fernanda Prevedello viu o e-commerce chegar ao seu auge, a febre das NFTs e, agora, o tsunami da Inteligência Artificial. Em mais um AbradiTalks, promovido pela Abradi, ela foi categórica: “Apesar de toda a automação e das promessas de “solução definitiva” da IA, o maior erro estratégico hoje é não entender que o seu site não é um cartão de visita; e sim um funcionário”, contou.

Se sua agência está deixando o site em segundo plano, confiando apenas nas redes sociais, é hora de repensar a estratégia.

O mito da morte do site (e a bolha da IA)

A cada nova tecnologia, o terrorismo é o mesmo: “Social Media vai morrer”, “SEO vai morrer” e “o site vai morrer”. Fernanda defende a liberdade das empresas e dos clientes de não ficarem reféns de tecnologias e mão de obra. “Site é casa própria, e a rede social é um terreno alugado. A dependência exclusiva de algoritmos e plataformas coloca o seu negócio em risco”, provocou

A função do site hoje: o site é onde o cliente vai buscar autoridade, cases e especialidades, e isso precisa ser o coração da sua empresa.

O trabalho começa na entrega: o projeto do site não termina quando ele é entregue. “Às vezes o trabalho só começa quando a gente entrega o site, que é quando as métricas (visitação, retenção e saída) começam a ditar os ajustes necessários”, revelou.

2. O site como funcionário: automação inteligente no atendimento

Segundo Fernanda, o recurso mais escasso e democrático que temos é o tempo. A principal função do site hoje é poupar o tempo da sua equipe e nutrir o lead antes que ele chegue ao atendimento humano. “Quem é que vai atender esse WhatsApp? Vai ter uma pessoa ali que vai passar o dia inteiro respondendo pergunta ou essa pessoa que vai chegar no meu WhatsApp fazendo essas perguntas já não é algo que a minha própria página do site pode já responder?”.

O segredo da automação: use formulários inteligentes para fazer a segmentação de leads na origem. Se o cliente quiser falar com o comercial, o site já deve direcionar o e-mail para o departamento correto. Isso “corta uma linha do tempo enorme e poupa o teu capital ali de tempo”.

A linguagem do cliente: compete às agências traduzir qual é a melhor forma de dizer isso para a pessoa que vai visitar o site. O site deve dar o suporte consultivo, traduzindo as necessidades do negócio para a linguagem do cliente final.

3. A curadoria humana é insubstituível e evita multa

A IA não vai ditar a sua ordem e as suas regras, ela vai apenas facilitar. O trabalho da agência se transformou em curadoria numa era pós-IA.

O risco da padronização: conteúdo gerado automaticamente em massa pode ser penalizado pelos algoritmos de busca por estar padronizado, pouco personalizado ou duplicado. “O SEO ajuda nesse sentido, mas a IA ainda vai preferir a antiguidade do domínio do que todo esse volume que foi gerado em tão pouco tempo.

LGPD e a corresponsabilidade: a agência tem uma corresponsabilidade de transparência na implementação de ferramentas de captação de dados. A LGPD é para a empresa como um todo, e o DPO (encarregado) deve ser a ponte entre o jurídico e o desenvolvimento. A agência precisa dar o suporte consultivo para que o cliente use os dados internamente de forma correta, evitando multas e sanções.

Por último, Fernanda conclui: “Não é a ferramenta que é o problema, às vezes é só falta de percepção e estruturação daquilo que está sendo oferecido como solução”.

Para levar para a sua agência: Qual o custo real de ter seu site desatualizado e sem inteligência? Use a IA para alavancar e otimizar, mas mantenha o site como a base de autoridade do seu negócio.

Sobre o autor:

Assessoria de Imprensa da Abradi