Especialista da RD Station apresentou estratégias para usar a tecnologia na criação de novas soluções, ampliação de serviços e aumento do ticket médio
O mercado de agências e consultorias de marketing passava por uma transformação acelerada, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial e pela necessidade de encontrar aplicações mais estratégicas para a tecnologia. Foi nesse contexto que o Abradi Talks recebeu Silvana Carias, líder de Marketing na RD Station, para uma conversa sobre como a IA poderia deixar de ser apenas uma ferramenta operacional e se transformar em uma aliada na geração de receita.
Com quase uma década de experiência à frente de sua própria agência, além de atuação como professora e executiva de marketing, Silvana levou ao encontro uma visão prática sobre o tema. Para ela, antes de incorporar uma nova tecnologia, era preciso entender os processos existentes e identificar onde a IA realmente poderia gerar valor. “O básico bem feito é o grande fio desse conteúdo”, destacou.
A partir dessa premissa, a convidada apresentou o conceito de “segundo cérebro”, baseado na criação de assistentes ou agentes de IA treinados com o DNA de uma pessoa, agência ou cliente. A tecnologia poderia conhecer contexto, linguagem, diferenciais e desafios para escalar aquilo que o profissional já fazia bem. “Se você não domina um assunto, você não consegue avaliar respostas sobre aquele assunto”, explicou Silvana, reforçando a importância do conhecimento humano e da qualidade dos feedbacks.
A convidada também compartilhou experiências próprias, mostrando como alimentava seus assistentes com transcrições de reuniões, aulas, palestras, conteúdos e outros materiais que refletiam sua forma de trabalhar. A mesma lógica poderia ser aplicada pelas agências aos clientes, desde que houvesse organização das informações. “Se a sua vida é uma bagunça, se as suas pastas, os seus arquivos, o seu computador são tudo bagunçado, a IA não vai fazer milagre”, alertou.
Silvana mencionou, ainda, uma das principais oportunidades trazidas pela IA: transformar conhecimento em novas receitas. Para Silvana, as agências precisavam ir além da venda de serviços isolados e assumir uma posição mais estratégica, oferecendo soluções baseadas em expertise. “Quanto mais eu vendo expertise, mais eu empilho receita e mais eu consigo cobrar”, afirmou.
Um dos exemplos apresentados mostrou como a análise de conversas de WhatsApp de vendedores de uma loja de carros permitiu identificar dúvidas, objeções e gargalos do processo comercial. A partir desses dados, a agência criou um playbook de vendas e, posteriormente, um projeto de estratégia de CRM, ampliando o escopo e quase dobrando o ticket médio.
A experiência reforçou a importância de olhar para a própria carteira de clientes em busca de novas oportunidades. “Você vai sempre se perguntar: como eu uso a mesma entrega para gerar mais receita nesse cliente?”, provocou Silvana. Ao longo da apresentação, a mensagem foi clara: mais do que acompanhar o hype da inteligência artificial, as agências precisavam organizar seus dados, aprofundar o conhecimento sobre os clientes e usar a tecnologia para resolver problemas reais.
Nesse cenário, a IA deixava de ser apenas uma ferramenta de produtividade para se tornar uma aliada na construção de serviços mais completos, relações mais duradouras e novos caminhos de crescimento para o mercado de agências.
A gravação está disponível no canal da Abradi no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=m70mWdKnHso&t=3465s
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Assessoria de Imprensa da Abradi