Mercado de agências digitais contratou duas vezes mais do que média nacional do setor de serviços, segundo ABRADi

19 de março de 2012 Imagem destacada padrão para postagens ABRADi

Segunda edição da “Pesquisa de Cargos e Salários” também destaca diferença salarial entre as regiões do país. Média salarial do segmento teve uma variação positiva de 35,3% em relação à 2010.

São Paulo, março de 2012 – A ABRADi (Associação Brasileira das Agências Digitais), acaba de lançar a segunda edição da sua “Pesquisa de Cargos e Salários”.

O estudo, realizado pela consultoria REMUNERAR, levantou informações sobre faixas salariais, cargos, perfil dos profissionais que atuam no segmento, bem como os tipos de benefícios oferecidos pelas agências. Esse ano, a pesquisa teve a participação de 112 empresas (associadas e não associadas à ABRADi), divididas entre as regiões Sul, Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Distrito Federal. O levantamento dos dados foi realizado no período de outubro de 2011 a janeiro deste ano.

Com relação à distribuição das empresas por regiões, a pesquisa aponta que: 64% estão localizadas na região Sudeste, 25% na região Sul e 11% nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e DF.

Quanto ao porte das empresas a amostra indica que 67% das agências pesquisadas são de pequeno porte (até 20 funcionários), 21% são de médio porte (até 50 funcionários), enquanto as de grande porte representam 13% (acima de 50 funcionários).

Com base nessas e em outras informações apuradas pelos estudo, um dado ganha destaque por revelar a consolidação do mercado de mídia digital não só no que diz respeito aos investimentos como também à geração de oportunidades de trabalho.

De acordo com a pesquisa, o mercado de agências digitais contratou duas vezes mais do que a média nacional do setor de serviços. No período de julho a setembro de 2011, as empresas contrataram mais do que demitiram, gerando um diferencial positivo acumulado de +3% de vagas efetivas, versus um crescimento de 1,43% das contratações no setor de serviços em nove capitais.

Já com relação à remuneração, a pesquisa mostra que a média salarial do segmento teve uma variação positiva de 35,3% em relação ao ano de 2010, descontando-se a inflação do mesmo período.

Ainda sobre as remunerações, a pesquisa apontou diferenças salariais entre as regiões: na categoria “programadores”, por exemplo, os valores pagos na região Sul são, em média, 30% menores do que os praticados na região Sudeste. Na comparação entre o Sudeste e a região Nordeste, a remuneração média é 50% menor.

A pesquisa mostra ainda a relação entre o “nível de senioridade” e a remuneração. De acordo com a ABRADi, na média nacional, os profissionais “plenos” (entre 2 e 5 anos de experiência) recebem 30% menos do que profissionais “seniores” (+ de 5 anos de experiência). Já os profissionais com nível “junior” (até 2 anos de experiência) recebem até 60% menos do que os profissionais seniores.

Para Cesar Paz, presidente da ABRADi e CEO da AG2 Publicis Modem, a democratização do ambiente de informação criou, em poucos anos, um cenário de oportunidades e desafios para profissionais de diversas áreas, principalmente para a comunicação digital, onde as mudanças acontecem numa velocidade assustadora. “Como entidade representativa do setor, a ABRADi tem a responsabilidade de criar indicadores que auxiliem o mercado a entendem um pouco melhor essa evolução”, completa.

Outros dados relevados pela pesquisa mostram que, do total de 2.100 funcionários que integram os quadros das empresas respondentes, 66% são homens e 34% são mulheres e 87% estão na faixa etária de até 28 anos. Apenas 1% do total tem idade acima de 36 anos.

Sobre a REMUNERAR

A REMUNERAR tem como missão desenvolver soluções inteligentes de remuneração e recompensa que transformem os desafios de crescimento do negócio de seus clientes em oportunidades reais de ganhos de produtividade e resultados diferenciados através das pessoas.

“Pesquisas setoriais como esta, normalmente retratam de forma abrangente o perfil de mão de obra do segmento, contribuindo notadamente para que as empresas possam avaliar e aprimorar suas atuais práticas de gestão de pessoas a fim de torná-las mais eficientes e produtivas”, explica Marcelo Samogin, consultor e diretor da REMUNERAR.

As tabelas com os valores referenciais podem ser vistas na seção INDICADORES DE MERCADO.