Encontro com Juliana Moura, da About, abordou gestão de fornecedores, orçamento e as transformações nas experiências presenciais
O que acontece entre a aprovação de uma ideia e sua entrega ao público? Para além da criação, campanhas e projetos de comunicação envolvem orçamento, negociação, fornecedores, logística e decisões que nem sempre ficam em evidência. Esse foi o tema da edição de setembro do Abradi Delas – Conversas Reais, realizada em 24 de setembro, com Juliana Moura, fundadora da About Soluções e especialista em Compras de Marketing.
Com 25 anos de experiência, 18 deles em agências, Juliana falou sobre a redução das equipes dedicadas exclusivamente a essa área e os efeitos da mudança no dia a dia das empresas. “Muitas agências hoje não têm mais a figura do produtor. Mas isso não anula as demandas que acontecem no off”, afirmou.
A conversa passou por uma questão recorrente: como transformar uma ideia em projeto sem perder de vista as limitações de orçamento. Para Juliana, três informações devem estar claras desde o início: ideia, verba e quantidade. A partir delas, é possível avaliar materiais, formatos e acabamentos e fazer ajustes antes que o projeto avance. “Às vezes, o cliente quer o melhor produto por um valor mais baixo. Nosso papel é ajudar a encontrar uma alternativa que faça sentido dentro da verba de que ele dispõe”, explicou.
O planejamento ganha ainda mais importância em períodos de alta demanda. No caso de brindes e kits de fim de ano, deixar os pedidos para os últimos meses pode significar menos opções, prazos mais apertados e custos maiores. “Quanto mais vai afunilando para o fim do ano, menos opções o cliente vai ter. É uma questão de oferta e demanda, mas também de organização.”
A escolha dos fornecedores foi outro ponto discutido. Segundo Juliana, preço é apenas um dos critérios. A About mantém uma rede de mais de 200 fornecedores homologados, avaliados por pesquisa cadastral, referências e visitas técnicas. “Não adianta o material chegar rápido e barato se chega no cliente quebrado ou danificado. A logística também faz parte do projeto.”
A transformação provocada pelo digital apareceu em outro momento do encontro. Juliana observou que o volume de materiais impressos mudou, enquanto experiências presenciais ganharam novas características. Feiras, estandes e eventos passaram a incorporar mais recursos de interação, cenografia e integração digital. “Hoje, o estande não é só um lugar de visitação. Tem que ter uma experiência, uma trajetória, uma vivência dentro daquele espaço para que o cliente memorize o que aconteceu ali”, disse.
Ao longo do encontro, a convidada apresentou cases de press kits, materiais de ponto de venda, comunicação visual, brindes, estandes e ações de endomarketing. As participantes também discutiram questões práticas, como encomendas em pequenas quantidades, distribuição para diferentes cidades e definição de materiais e formatos.
Um dos exemplos foi o de um projeto que precisava reunir uma xícara, café personalizado e uma caixa rígida, mas tinha orçamento de R$ 100 por kit. A solução foi substituir alguns itens por alternativas mais adequadas à verba e concentrar o investimento na embalagem. “Às vezes, é trocar um material, mudar um formato ou encontrar outra solução para que o projeto caiba no orçamento.”
Ao longo da conversa, Juliana também respondeu a perguntas sobre fornecedores, quantidades mínimas e distribuição para diferentes cidades, além de comentar situações em que profissionais de atendimento e até sócios acabam assumindo a gestão dessas etapas nas agências.
Para acompanhar a programação dos próximos encontros, acesse: https://abradi.com.br/
Sobre o autor:
Assessoria de Imprensa