Em entrevista exclusiva para o site da ABRADi, Jonatas Abbott, presidente da entidade, explica o que muda na associação e destaca os benefícios dessa alteração.
Aprovado pela maioria absoluta dos associados e representantes regionais presentes na última Assembleia Geral Ordinária, a ABRADi assume um novo posicionamento, visando ampliar a sua representatividade, ao mudar sua denominação para Associação Brasileira dos Agentes Digitais.
1) Por que a entidade tomou a decisão de ampliar o foco da sua representatividade e deixar de ser uma associação dedicada somente às agências digitais?
Foi um movimento natural, nada mais do que adequar de direito o que já ocorria de fato. Queríamos ter um nome que retratasse melhor o que de fato já havia se tornado a ABRADi, uma associação de agentes digitais. Ou seja, de empresas que agem no mercado digital brasileiro. Desde a sua fundação, a ABRADi tem visto muitas empresas associadas, que nasceram agência digital, se especializarem em e-commerce, e-mail marketing, social media, SEO e assim por diante. Elas se tornaram o que uns chamam de agência vertical e outros de agência especializada. Nós optamos por chamar de “agente digital”.
2) Que tipo de empresas/segmentos poderão se associar a partir da mudança?
Todos os segmentos digitais oriundos das agências ou que em volta delas orbitam. SEO, social media, e-mail marketing, e-commerce, mobile, games, entre outros. A ABRADi e a maioria de suas regionais já eram inclusivas, ou seja, aceitavam a maioria das empresas interessadas. Mas é claro que, por estarmos num segmento de tecnologia, temos que ter cuidado para não descaracterizar a entidade. Então, temos exemplos de segmentos do mercado que não fazem parte do perfil de associado, como desenvolvedoras de software, empresas de infraestrutura como Telecom e Data Center, entre outros. Essa caracterização do perfil do associado estará no novo estatuto da entidade.
3) O que muda na atuação da ABRADi com a entrada desses novos players?
A ABRADi passa a ter um novo posicionamento, deixando clara sua vocação e representatividade no mercado digital brasileiro. O primeiro fruto prático desta mudança foi a atração em peso de empresas que atuam no segmento de social media marketing, como monitoramento de redes sociais e campanhas. A ABRADi trouxe os principais players e montou seu primeiro comitê que, ainda no primeiro semestre, lançará um guia de boas práticas. Com este novo posicionamento, a entidade passa a atrair outros tipos de empresa de vários segmentos do digital. E ainda mais agências, interessadas em participar de uma entidade que é heterogênea onde, além de concorrentes, encontra outros tipos de empresas e de soluções.
4) O que a entidade tem à oferecer para essas empresas?
Um ambiente de networking, de troca de experiências, documentação, pesquisa, eventos, geração de negócios, referências e influência política nos rumos da Internet brasileira. Nesse caso, em primeiro lugar, estimulando a autorregulamentação, fornecendo conteúdo, cultura e metodologia para documentação e orientação do Governo Federal. O mais novo comitê da ABRADi, o Comitê de Concorrências Públicas, vem ao encontro a uma demanda do setor público.
5) A entidade tem uma noção do tamanho desse mercado (agentes digitais)? Visando essas empresas, há uma meta estipulada para o crescimento da base de associados em todo o Brasil?
Não temos dados precisos sobre o tamanho do mercado de agentes digitais, pois o levantamento realizado através do Censo Digital era destinado às agências. Porém, a própria mudança oficial de nome nos ajuda a pensar mais sobre isso e direcionar nossas ações para esse mapeamento. Temos a meta de atingir 1.000 associados até abril de 2014. É uma meta ambiciosa. Mas viável. Mesmo sem ter informações mais precisas, estimo que destes 1.000, 25% terão o perfil de agentes digitais.
6) No que diz respeito às regionais, qual é o impacto dessa mudança? (mais associados? mais oportunidades?)
Acredito que seja uma orientação importante que parte da Nacional para as Regionais, fruto de um planejamento estratégico, de discussões e debates ao longo de um ano. É uma grande oportunidade de marketing, posicionamento e crescimento. Cada regional, em cada estado, passar a dizer: queremos representar o mercado digital da minha região e não apenas as agências. Venha para a ABRADi. E, de fato, isso vem acontecendo há meses. Ainda no meio de 2012, as Regionais catarinense e gaúcha mudaram seus estatutos para agentes digitais se antecipando à própria Nacional. Com isso, se posicionaram e tiveram um nítido crescimento de associados e de relevância em suas regiões.
7) Na última Assembleia Geral, ficou definido que todas as regionais passam a ter a mesma denominação e mesma marca. Há um prazo estipulado para essa adequação?
Todas as regionais terão dois meses a partir da Assembleia. Foi uma forma que encontramos de criar uma pressão “do bem” para incentivar as regionais que ainda faltavam se adequar à marca ABRADi. Estamos falando de duas regionais, que já haviam aprovado a mudança para acompanhar o movimento nacional, mas que ainda não haviam colocado em prática. Agora seremos 13 regionais com uma única marca representando mais de 600 empresas.
8) Com esse movimento, qual é a mensagem que a ABRADi quer passar para o mercado?
A mensagem que fica é a força da ABRADi, de sua mobilização nacional e de sua união, quando suas regionais e associados são chamados a agir. Nos reunimos, agimos e mudamos. Temos que ser vanguarda, estar à frente do movimento digital brasileiro. Mas, sem perder nosso DNA e nossas origens. A ABRADi segue representando as agências digitais brasileiras. Elas são 80% dos mais de 200 novos associados dos últimos dois anos. E 90% dos associados em todo o Brasil.