Mulheres, mercado e os resultados da transformação digital

17 de setembro de 2020

Não é novidade afirmar que a contratação de diferentes perfis profissionais em uma empresa é um fator fundamental para o seu crescimento. Investir na diversidade de gênero da equipe, principalmente, não só torna o mercado mais justo e igualitário, como possibilita melhores soluções e resultados em todos os âmbitos a partir da pluralidade de pensamentos e vivências compartilhados na rotina corporativa.

 

De acordo com o relatório “Mulheres na gestão empresarial: argumentos para uma mudança”, realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2019, ter mulheres em cargos de liderança aumenta em até 21% as chances de se ter um desempenho financeiro acima da média. Hoje, na América Latina, elas correspondem a 33% dos líderes globais (dados do “Woman in Business 2020: do plano de ação à prática”) — ocupando majoritariamente as posições de CEOs, CFOs e Diretora de Recursos Humanos.

 

No entanto, quando a área em questão é a de Tecnologia, essas informações sobre a participação feminina não são tão animadoras. No Brasil, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE apontou que apenas 20% dos 580 mil trabalhadores do setor são mulheres. Mesmo em grandes companhias, como Facebook, Google, Twitter e Apple, elas ainda são minoria.

 

Como transformar essa participação?

Não existe uma única fórmula para mudar esse cenário. São necessárias mudanças desde criar um maior interesse e estímulo pela tecnologia para mais meninas em idade escolar e promover mais espaços para discussões sobre carreira e educação entre mulheres, a reforçar ainda mais a importância dessas admissões para gestores de recursos humanos.

 

Propor cada vez mais a igualdade de gênero é acreditar no desenvolvimento e empoderamento humano e nas habilidades individuais para melhorar aquilo que é oferecido pelo negócio com mais criatividade e inovação. Além disso, em um mercado voltado para a humanização de colaboradores e clientes, direcionado para entender suas emoções e necessidades, ter um time mais diverso significa abranger e estabelecer conexões mais empáticas.

 

Uma das organizações que mais impulsionam este assunto é o Grupo Mulheres do Brasil, criado em 2013 por 40 mulheres diferentes com o propósito de engajar mais pessoas na busca por melhorias para a população e se organiza em núcleos nas principais capitais do Brasil e do exterior. Ao todo, a associação é formada mais de 41 participantes e organizada em 22 comitês de causas como saúde, educação, igualdade racial, etc. Atualmente é presidida pela empresária Luiza Helena Trajano.

 

Na ABRADi, desde sempre acreditamos na atuação da mulher e entendemos a relevância do seu papel no mercado de trabalho. Considerando apenas os nossos cargos de liderança e gestão, hoje em dia contamos com uma vice-presidente, três presidentes regionais e nove diretoras pelo país.

 

Por isso, na última semana organizamos o webinar “Mulheres & Mercado Resultados da transformação digital” composto pelas participantes Michele Hacke e Graziela Tonin (ambas do Comitê Mundo Digital – Grupo Mulheres do Brasil), e Henriane Morelli (Diretora de Sustentabilidade ABRADi Regional SP), mulheres e profissionais da área de tecnologia. Confira como foi essa troca de experiências e conhecimentos sobre o tema assistindo à transmissão:

https://www.facebook.com/abradinacional/videos/616533375677727