Daltro Martins, presidente da ABRADi Regional São Paulo, aponta a atuação da ABRADi junto ao governo

Por Paulo Centenaro, 30 de agosto de 2019

Essa semana falamos com Daltro Martins, que assumiu em abril de 2017 a Presidência da ABRADi Regional São Paulo. Formado em Ciência da Computação, ele fundou a empresa AG2 Nurun em 1999. Desde então desenvolveu a empresa atuando nas áreas de produção negócios e mídia.

Em outubro de 2015 deixou a AG2 Nurun e passou a atuar como consultor em operações digitais. Além de trabalhar na ABRADi, Daltro também atua como Diretor Executivo Digital na RPMA Comunicação.

 

Como você compreende a importância da ABRADi para promover a conexão entre os agentes digitais?

A ABRADi trabalha no sentido de aproximar os agentes digitais do mercado como um todo. Nesse meio tão competitivo, onde os agentes digitais muitas vezes se sentem sozinhos no árduo trabalho de prospectar e atender seus clientes, a ABRADi ajuda a promover a troca de experiências entre eles e o próprio mercado, faz o possível para trazer conhecimento de alto nível e suporte no dia a dia, muitas vezes caótico, dos agentes.

Como você explicaria a conexão entre os associados e as empresas contratantes?

O mercado digital carrega um estigma de ser barato e fácil de ser implementado, talvez por ter sido algo que nasceu no meio acadêmico, muito técnico e, no seu início, difícil de entender o que realmente era. Nesses mais de 20 anos evoluímos. Hoje os serviços digitais já são muito bem entendidos pelo mercado contratante, ainda mais quando falamos em otimização de custos e análise clara de performance. Mas não nos iludamos, é um meio muito técnico com muitos serviços diferentes que precisam trabalhar juntos para entregarmos algo de qualidade. Os agentes digitais precisam entender que seu trabalho é em parte de consultoria aos seus clientes, propor soluções inteligentes e ser transparente em todo o processo deixando sempre claro o que será feito e que resultados serão atingidos.

Na sua visão qual o grau de maturidade do mercado de comunicação digital na sua região? A ABRADi tem ajudado no desenvolvimento do negócio? Como?

O segmento em si é muito jovem, mas São Paulo é o maior mercado brasileiro, a maturidade das empresas no digital já é boa, elas já entendem bem o que o digital pode trazer e como isso impacta nos resultados. Ainda enfrentamos alguns empecilhos oriundos da cultura das empresas, algumas delas ainda tendem a seguir diretrizes de alinhamento global que remetem a modelos mais conservadores, tudo que o digital não é. E é nesse exato ponto que a ABRADi deve ajudar, mostrar ao mercado cada vez mais a importância destes serviços, chancelando e divulgando as empresas que trabalham neste meio e que tem muita qualidade a entregar. Além disso, a ABRADi também atua na esfera governamental, trabalhando para regulamentar um mercado jovem em constante transformação.

Como presidente da Regional ABRADi, quais as suas sugestões para melhorar o ecossistema digital na sua região?

Temos que atuar mais próximos dos associados, levando conhecimento de qualidade e networking com grandes players do mercado, além de firmar vários convênios que ajudam os associados a reduzir custos em licenciamento de software ou mesmo para treinamentos ou recrutamento. Também promovemos conexões entre os associados para que eles troquem experiências entre si e consigam, quando possível, unir forças para crescer num mercado tão competitivo. Sem contar que a ABRADi tentar dar suporte operacional aos associados, prestando consultorias rápidas com especialista de mercado em várias áreas como jurídico, negócios, financeiro, e na própria LGPD que deve entrar em vigor em breve.